A bordo, a qualidade da sua carga não é deixada ao acaso: primeiro é protegida pelo próprio projeto do navio, depois monitorada durante toda a travessia.
A proteção começa por um princípio passivo. Os porões são mantidos à temperatura do mar e, como a rota suaviza as diferenças entre o Norte e o Sul, a carga escapa aos choques térmicos. A pequena variação entre o dia e a noite evita a condensação, e o ar marinho, seco e saudável, completa o conjunto. É a razão física pela qual o café e o cacau viajam melhor abaixo da linha d'água do que num contêiner que superaquece ao se aproximar do equador.
Duas tomadas de ar naturais por convés e três ventiladores independentes — incluindo uma extração ATEX no porão apto a mercadorias perigosas — permitem até seis renovações de ar por hora, porão por porão ou por grupo, conforme a natureza da carga.
Nosso dispositivo de monitoramento define para cada viagem limiares críticos para evitar a condensação, instala sensores de temperatura e umidade em cada porão, registra os dados para análise e conta com tripulações treinadas; uma rede de sensores ligada ao passadiço acompanha continuamente a temperatura, a higrometria, a pressão e a altura das ondas.
O transporte à vela reduz radicalmente as emissões de CO₂ do trajeto marítimo. Anemos, nosso certificado de emissões evitadas (método publicado, emissões dos navios verificadas EU MRV), documenta o CO₂ evitado por lote — calculado sobre os seus dados reais — com rastreabilidade de porto a porto. Um certificado nominativo, verificável on-line, acompanha cada embarque, pronto para os seus relatórios ESG e para compartilhar com os seus clientes.
Exemplo ilustrativo: um carregamento de 1 000 t numa travessia transatlântica (≈ 5 900 km) evita cerca de 72 t de CO₂ em relação a um cargueiro convencional.